Release
Os Bonnies nasceram num colégio em Natal, Rio Grande do Norte, 2000. A banda foi montada por Arthur, que chamou alguns amigos para tentarem tocar algo juntos e nos cantos pela cidade. Depois de um tempo tocando tudo que podia de Rockabilly e suas primeiras músicas mais inocentes, o grupo começa a produzir se concentrando mais nas suas próprias coisas, uma música com a pedreiragem chuckberryana somada à do próprio grupo; assim como vídeos, animações, desenhos e textos.
Em 2005, lançam o EP Os Bonnies em parceria com a Mudernage e posteriormente, no formato virtual com o Senhor F. Sendo muito bem recebido pela mídia especializada, foi indicado ao Prêmio London Burning de Música Independente (RJ). Banda e Ep estiveram presentes na lista dos destaques nacionais de 2005 em vários veículos, entre eles Senhor F, Laboratório Pop, e site da MTV. A banda se apresenta com uma certa regularidade na sua cidade e tem tocado em alguns festivais do país, entre eles: Mada (2005/2006), Festival DoSol (2005/2007), ambos em Natal; Bananada (2006), Goiânia/GO; Festival Mundo (2006), João Pessoa/PB e Abril Pro Rock (2007), Recife/PE.
Em 2007, Os Bonnies foram premiados no Festival Curta Natal, festival esse que faz parte da programação do MADA, na categoria Melhor Videoclipe do Rio Grande do Norte com Pram! (animação produzida pela banda).
Após quase três anos, em fevereiro de 2008, o grupo lança o single Voei, Voei que têm duas novas músicas e duas animações para as mesmas. Agora, já existem treze novas faixas que serão disponibilizadas aos poucos ao longo do ano juntamente com mais alguns vídeos. Dessa forma, a banda pretende manter uma atividade no circuito de festivais independentes e ir mostrando suas produções para um público maior e mais diverso.
Clipping
"Não toque na minha bêibe" começa lá no alto, rasgando: "Não toque na minha baby / Não toque na minha baby, oh yeah / Não toque na minha baby / Não vou mais avisar!" A coisa acalma um pouco depois, com "Meu bem", chicletuda. Mas elas ficam para trás quando surge "Baby não", na qual o lado rocabileiro da banda fica mais evidente. Daí pra o universo graforréico-xilarmôrnico é um pulo: "Cinema", uma falsa-ingênua-jovem-guardista pronta para colocar casais em ação na pista de dança, pronta para virar uma dança de acasalamento. Discão."
Adilson Pereira / Revista Outra Coisa - Rio de Janeiro/RJ
"Este é mais um EP com tamanho de CD cheio. Tanto pela qualidade de suas composições, quanto pela energia que emana de suas sete faixas. E tem, ainda, a seu favor o fator surpresa. Estamos falando do EP "Os Bonnies", com os próprios, lançado pelo selo Mudernage Diskos, de Natal, terra de origem da banda. O disquinho é o cartão postal da banda e já está começando a circular pelo país, abrindo portas para o quarteto. (...) o EP traz uma energia e um frescor que anda em falta, mesmo na cena independente. O CD também é um convite explícito para não se perder shows da banda que, pelo que se ouve em estúdio, devem ser explosivos. O CD foi gravado e mixado entre janeiro e maio de 2005, no Ícone Stúdio, em Natal, com arranjos, gravação, mixagem e produção da banda, Joab Quental e Cruz. Corram atrás, que vale a pena!"
Fernando Rosa / Senhor F - Brasília/DF
"Não toque na minha bêibe" alardeiam aos gritos logo de início a banda potiguar Os Bonnies. Não é nenhuma novidade uma banda de garotos tentar nos dias de hoje recriar o clima rock´n´roll de anos atrás. O que os Bonnies conseguem com muita competência é atualizar a sonoridade dos primórdios do rock, sem forçar a barra para soar como coisa mofada. Quatro garotos de Natal recriam esse clima adicionando um tempero mais quente e sujo a mistura. É como se os anos 50 fossem hoje. Acordes simples, vocais gritados, clima de baile, letras ingênuas falando da namoradinha. "Não toque na minha baby/ Não olhe ela, não faça nada, oh não/ Lembra do que ouviu falar?/ Eu já pensei em te pegar/ Então, não vou mais avisar". Rockabilly de primeira, como se nessas cinco décadas e pouco de rock nada tivesse mudado, a não ser um ganho de sujeira nas guitarras e mais agressividade. Eles injetam uma dose altíssima de visceralidade e energia rock´n´roll e provocam o estrago."
Luciano Matos / Site da MTV - São Paulo / SP
"Para mim, a banda mais promissora de Natal - levando-se em conta a escalação do TIM MADA 2005 - é a Bonnies. A molecada ainda tem que ralar muito, mas são competentes, entusiasmados e fazem um rock 'n' roll de fazer inveja ao vovô Marcelo Nova, com letras descoladas, riffs primorosos e um vocalista que se esmera em se esgoelar. Ganham pontos pela despretensão e por acreditar piamente no que estão fazendo."
André Cananéa / Laboratório POP - Rio de Janeiro / RJ
"O show dos Bonnies é um caso a parte. A turma não brinca em serviço e coleciona apresentações bacanas em eventos como o Festival DoSol e o MADA sem contar a lenda de não poderem tocar em algumas casas noturnas de Natal por causa dos decibéis e das habituais bebedeiras protagonizadas pela banda e pelo seu público, fatos que alimentam ainda mais o auê em torno do grupo. Para 2006 a banda já começou com pé direito recebendo o convite para tocar no Festival Bananada, um dos mais importantes do país, que vai ser realizado em Goiânia no mês de maio."
Anderson Foca / Revista Dynamite
"Essa banda é, para mim, a grande promessa dos porões potiguares. Molecada fazendo rock'n'roll puro com influências de Rolling Stones, Kinks, rockabilly e jaquetas de couro; com guitarras garageiras e espírito juvenil-rebelde, desobediente e irresponsável. O show é esporrento e eficiente, foi a banda nova que mais chamou atenção no Festival do Sol, pude presenciar de perto a energia do quinteto. Esse CD de estréia é igualmente excelente e não dá pra destacar nenhuma das sete faixas, o nível das composições e arranjos é realmente alto (dentro do estilo, é claro). "Não toque na minha Bêibe" remete a Chuck Berry e todos os mestres da década de 50; "Meu bem" tem mais a ver com o som de Bo Diddley e bandas Mod inglesas como Small Faces, já "Baby não" é rockabilly clássico e puro. "Cinema" é a mais pop, quase Jovem Guarda; "Não tenho tempo pra você" e "Quero te Ter" voltam às garagens e "Instrumental sem noção" já se define pelo título e encerra o CD com muito barulho guitarreiro. A capa é uma obra-prima da tosqueira e a bolacha imita um compacto em vinil. Onde é que faz a carteirinha de fã, seu Mudernage? " Pra quem gosta de: Rockabilly/ Stones/ Kinks/ Chuck Berry/ Bo Diddley/ The Hives
Rafael Jr. / deRock - Aracaju /SE
"Os Bonnies, uma das boas revelações da cena norte-rio-grandense"
Henrique Nunes / Jornal Diário do Nordeste - Fortaleza/CE